Nova etiqueta do INMETRO e Selo Procel: o que a classe A do ar-condicionado significa agora (e como orientar seu cliente)
A etiqueta de eficiência energética do ar-condicionado mudou. O índice mínimo para a classe A subiu de 3,23 para 5,5, agora medido pelo IDRS. A régua ganhou novas classes, a etiqueta passou a exibir QR Code e o tipo de gás refrigerante, e nasceu o Selo Procel Ouro para os aparelhos mais eficientes. As mudanças foram divulgadas por Frigelar, Revista do Frio e Manutenção.net. Para o instalador, isso significa uma coisa: quem sabe ler a etiqueta nova vende melhor.
Resumo rápido
A classe A ficou mais exigente: o índice mínimo de eficiência subiu de 3,23 para 5,5.
O critério de medição agora é o IDRS, que avalia o desempenho sazonal do aparelho.
A régua de classificação ganhou novas classes.
A etiqueta passou a trazer QR Code e o tipo de gás refrigerante.
Foi criado o Selo Procel Ouro para os aparelhos mais eficientes do mercado.
Fonte das mudanças: divulgações de Frigelar, Revista do Frio e Manutenção.net.
O que mudou na classe A do ar-condicionado?
A barra subiu. Pelo critério anterior, um aparelho alcançava a classe A com índice de eficiência de 3,23. Pelo novo, precisa de 5,5. A medição passou a usar o IDRS e a régua de classificação ganhou novas classes, segundo as mudanças divulgadas por Frigelar, Revista do Frio e Manutenção.net.
Na prática, a letra A voltou a valer alguma coisa. Quando quase toda vitrine exibe a mesma letra, a comparação morre. Com a régua nova, dois aparelhos que antes empatavam podem cair em classes diferentes. O cliente vai perceber isso na loja — e vai perguntar para alguém de confiança. Esse alguém é você, instalador.
O que é o IDRS e por que ele importa na conversa com o cliente?
IDRS é o Índice de Desempenho de Resfriamento Sazonal. Em vez de medir o aparelho em um único ponto fixo de operação, ele avalia o desempenho em condições variadas de uso, mais próximas da rotina real de uma casa ou de um comércio.
Para você, a leitura é direta: quanto maior o IDRS, menos energia o aparelho tende a consumir para entregar o mesmo conforto. É o número que muda a pergunta do cliente de "qual é mais barato?" para "qual custa menos ao longo dos anos?". Quem domina esse argumento para de brigar por desconto e passa a vender solução.
Para que servem o QR Code e o gás refrigerante na etiqueta?
O QR Code dá acesso às informações do produto direto no celular. Use isso a seu favor: escaneie na frente do cliente, mostre os dados e traduza o que cada um significa. Poucos gestos constroem tanta autoridade em tão pouco tempo.
O tipo de gás refrigerante impresso na etiqueta ajuda antes mesmo da venda. Cada fluido exige procedimentos, pressões de trabalho e cuidados próprios. Saber o gás com antecedência permite chegar ao serviço com as ferramentas certas e orçar corretamente o que a instalação vai exigir.
O que é o Selo Procel Ouro?
Com a classe A mais difícil de alcançar, foi criado um degrau acima dela: o Selo Procel Ouro, reservado aos aparelhos mais eficientes. É a distinção entre os bons e os melhores.
Para o cliente que quer a menor conta de luz possível, o selo encurta a decisão. Para você, é um filtro rápido de recomendação: quando pedirem "o melhor", aponte o Ouro.
Como orientar seu cliente na compra?
O cliente confia em quem instala, não em quem ele nunca viu. Antes de fechar qualquer serviço, oriente a compra com um roteiro simples:
Dimensione antes de escolher. Calcule a carga térmica do ambiente. Aparelho do tamanho errado desperdiça dinheiro em qualquer classe.
Olhe a classe na etiqueta nova. Lembre o cliente de que a classe A atual é mais exigente que a antiga — modelos parecidos podem cair em classes diferentes.
Compare pelo IDRS. Quanto maior o índice, menor o consumo previsto. O barato na compra pode sair caro na conta de luz.
Escaneiem o QR Code juntos. Confirme os dados do modelo e mostre transparência.
Verifique o gás refrigerante. Antecipe procedimentos e materiais que a instalação vai pedir.
Procure o Selo Procel Ouro. Se o cliente busca o menor consumo, esse é o atalho.
Feche a instalação completa. Vácuo, carga correta, isolamento e acabamento fazem parte da eficiência — deixe isso claro no orçamento.
Um aparelho classe A garante economia sozinho?
Não. A etiqueta mede o potencial do aparelho em condição controlada. Quem transforma esse potencial em conta de luz baixa é a instalação. Os pontos que mais desperdiçam eficiência são velhos conhecidos de quem vive de campo:
Vácuo malfeito, que deixa umidade e ar no circuito;
Carga de refrigerante incorreta, acima ou abaixo do especificado;
Dimensionamento errado para o ambiente;
Isolamento comprometido na linha frigorígena;
Acabamento precário, que expõe o isolamento ao sol e à chuva até degradar.
O último ponto costuma ser subestimado. Isolamento ressecado vira perda térmica permanente — e o aparelho classe A passa a render como um de classe inferior. Um acabamento bem executado, com perfis e canaletas dimensionados para a linha, protege o isolamento por anos e preserva a eficiência que o cliente pagou para ter. É o serviço que valoriza seu orçamento e separa seu trabalho do quebra-galho.
E o lojista, como aproveita a etiqueta nova?
Se você vende no balcão, a etiqueta nova é ferramenta de venda, não burocracia. Treine a equipe para explicar IDRS, QR Code e Selo Procel Ouro em linguagem simples. Loja que explica a etiqueta vende valor; loja que não explica briga por desconto.
Outra frente: aproxime-se dos instaladores da sua região. Cliente bem orientado na compra e bem atendido na instalação volta — e indica.
A nova etiqueta do INMETRO devolveu significado à classe A do ar-condicionado. Quem aprender a lê-la primeiro sai na frente: orienta a compra, vende instalação completa e vira referência para o cliente. Estude a etiqueta e leve esse roteiro para o próximo atendimento. Na hora do acabamento, conte com as linhas de perfis e canaletas da Perfiltec para climatização — conheça em perfiltec.com.
Perguntas frequentes
O que mudou na etiqueta do INMETRO para ar-condicionado?
O índice mínimo da classe A subiu de 3,23 para 5,5, medido pelo novo critério IDRS. A régua ganhou novas classes, a etiqueta passou a exibir QR Code e o tipo de gás refrigerante, e foi criado o Selo Procel Ouro, segundo divulgações de Frigelar, Revista do Frio e Manutenção.net.
O que é o IDRS na etiqueta do ar-condicionado?
É o Índice de Desempenho de Resfriamento Sazonal, o novo critério de eficiência. Ele avalia o aparelho em condições variadas de uso, não em um único ponto de operação. Quanto maior o IDRS, menor tende a ser o consumo de energia.
O que é o Selo Procel Ouro?
É um selo criado para distinguir os aparelhos mais eficientes do mercado, um degrau acima da classe A. Serve de atalho de recomendação para o cliente que busca o menor consumo na conta de luz.
Um ar-condicionado classe A economiza mesmo com instalação ruim?
Não. A etiqueta indica o potencial do aparelho em condição controlada. Vácuo malfeito, carga de gás incorreta, dimensionamento errado, isolamento comprometido ou acabamento precário desperdiçam essa eficiência na prática.